Adalberto Monteiro


terça-feira, 18 de outubro de 2011

QUAL SERIA O RESULTADO DOS EXAMES?


Hoje fui fazer um exame do coração, o chamado ecocardiograma. Fiquei assim mesmo como esta figura mostra. Mas diferentemente dele fiquei olhando o tempo todo para a tela; e o profissional ali verificando, com aquele aparelho; eu o tempo todo vendo meu coração preto e branco, depois as imagens ficaram parcialmente coloridas, houve momentos em que ele colocou a percepção sonora audível, e então ele perguntou: "Por que você veio fazer este exame?" Eu disse que estava sentindo uma certa aceleração do batimento do coração à noite, e até mesmo para exame periódico, pois há alguns anos não o faço. Ele então continuou verificando e depois disse: "É, está tudo bem com você, graças a Deus". Ele disse que a disritmia não tem como fonte apenas o coração, estruturalmente falando, mas todas as partes que se mantem ligada a ele, tal como as artérias, veias, etc (Como um conjunto de rede elétrica e não apenas um problema na lâmpada). Logo em seguida fiz um outro, aquele que o aparelhinho fica na gente 24h marcando os batimentos cardíacos - Holter. A menina então colocou o aparelho em mim, dizendo que eu deveria registrar a hora de tudo o que eu fizesse, ou as mais importntes; eu disse: ok! e fui embora. 

Entrei no carro, e fui resolver outras coisas no Detran, e enquanto o belo transito de Niterói me proporcionava pensar durante os momentos de espera, eu fiquei a imaginar: já pensou se estes exames revelassem tudo o que se passa em meu coração?! Se no exame de ecocardiograma o profissional pudesse ver para além daquele músculo; se quando eu entregar este aparelho com meus batimentos cardíacos registrados, e nele também for registrados todos os meus pensamentos e intenções?! Qual seria o resultado dos exames? Então peguei um caderninho e comecei a anotar as coisas que o ecocardiograma e o holter jamais detectariam: como eu me porto no trânsito, o que penso quando olho para determinados lugares ou pessoas, o que penso de imediato e não falo, coisas do tipo... e tive vergonha da maioria delas diante de Deus. Acho que assim faz sentido orar pedindo perdão pelos meus pecados. E se Deus me perguntasse: "Que pecados?" então não seria tão universalista! Mas os confessaria com propriedade, arrependido de cada um deles.
Quando cheguei no Detran para pegar meus documentos, enquanto aguardava, orava a Deus: Senhor, eu não quero pensar em coisas que penso! Eu não quero ter certas intenções que tenho! Então me veio à mente as palavra de Paulo "Não faço o bem que quero e faço o mal que quero (Rm.7:19). E para estas coisas não te remédio, somente o sangue de Jesus que nos purifica de todo o pecado.


Agora, olhe para o seu coração e pense: se hoje a noite você fosse entregar o holter nas mãos de Deus, qual seria o resultado do Exame? O desafio é que olhemos para o nosso coração neste momento e estejamos atentos para os seus frutos! Que não sejamos universalistas em nossas confissões ao Senhor, mas específicos e crendo em seu perdão pelo sangue de Jesus, pois ele fará nova todas as coisas!

Um comentário:

Anna Patricia disse...

É Adalberto... o que sentimos no coração e o que passa em nossa mente... Graças a Deus por sua infinita misericórdia! Contudo, é bom dar "nomes aos bois" adquirindo consciência, e buscar na Infinita Misericórdia (olha o feminino aí, Deus tem sexo?!) coração e mente pura.
Tenha um excelente dia!